Natal é tempo de sininhos tocando. Árvores brilhando. Pessoas sorrindo. Comprando. Comendo. Correndo. Lotando qualquer lugar que se queira transitar. Natal é tempo de chuva. De ensopar o All Star. Ônibus lotado. Guarda-chuva voando. Simone cantando. Idêntico aos filmes com neve, ceias, amor e bla bla bla.
O Natal começou a ficar assim quando parei de dormir na sala para esperar o papai noel chegar. Quando aquela alegria que tomava conta do meu corpo na manhã de 25 cedeu lugar a uma aflição, também inebriante. Fico bêbado só de pensar nela passando para um lado sem cumprimentá-lo. Na discussão da véspera. Na decisão de ficar sozinho. Em vê-lo despencar num choro sofrido no meio do jantar. De achar que devia ter comprado mais presentes, ou menos. Gastado menos.
Uma vez apenas foi simples e repleto. Uma vez não foi obrigação. Não era há tempos.
Natal, já era tempo de mudar. De cessar esses clichês. De obrigações. De falsidade.
Natal é tempo de ir para a casa da avó. De abraçar. Sorrir. Comer. Beber. De o meu amigo oculto é alguém assim e devorar o assado da vovó. Enfim, de (toda mesmo) família. Com toda a sinceridade que existe em sua falsidade. E vice-versa.
13 de dez. de 2007
22 de nov. de 2007
sentimedo
Acordei querendo que fosse um sonho
Mas não sonhei com nada
Abri os olhos, não acordei
Foi uma noite mal dormida
Mais uma
E a semana que não termina
Pensei ter visto a sorte me sorrir
Foi ironia
Mas não sonhei com nada
Abri os olhos, não acordei
Foi uma noite mal dormida
Mais uma
E a semana que não termina
Pensei ter visto a sorte me sorrir
Foi ironia
15 de nov. de 2007
um canto
Mesmo sem lugar. Sem uma sala de estar.
Um colchão pequeno. Uma rede. Ou mar.
Sem lugar. Sem ficar.
Tenho você aqui dentro
No meu mundo.
Até o silêncio encontrar um lugar
Só nosso.
Um canto que embale nosso sono.
Sou seu. Até quando estou longe.
Um colchão pequeno. Uma rede. Ou mar.
Sem lugar. Sem ficar.
Tenho você aqui dentro
No meu mundo.
Até o silêncio encontrar um lugar
Só nosso.
Um canto que embale nosso sono.
Sou seu. Até quando estou longe.
já é hora
Ganhei certa vez um concurso de redação na terceira série.
Hoje isso voltou à memória.
Mas por que até hoje não confio no que escrevo?
Está lá, na carteira de trabalho: redator.
Já passou da hora de saber ler o que aprendi a escrever.
Pega no lápis direito, menino. Se errar, apaga e faz de novo.
Chega de pressão. (im)pressão.
Viva a escrever certo ou errado por linhas de qualquer tipo.
Hoje isso voltou à memória.
Mas por que até hoje não confio no que escrevo?
Está lá, na carteira de trabalho: redator.
Já passou da hora de saber ler o que aprendi a escrever.
Pega no lápis direito, menino. Se errar, apaga e faz de novo.
Chega de pressão. (im)pressão.
Viva a escrever certo ou errado por linhas de qualquer tipo.
6 de nov. de 2007
deixa ventar
E a vida me sopra
O vento no rosto
Desço a serra do meu medo
Mergulho em águas
Não importa se rio ou se mar
Só não quero chorar
Com você sou feliz
O vento no rosto
Desço a serra do meu medo
Mergulho em águas
Não importa se rio ou se mar
Só não quero chorar
Com você sou feliz
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